(Dados obtidos a partir do site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica-SBCP www.cirurgiaplastica.org.br)

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) é uma associação civil sem fins lucrativos, de caráter científico, de âmbito Nacional, registrada no Conselho Nacional de Serviço Social do Ministério da Educação e Cultura.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), segunda maior entidade de cirurgia plástica do mundo, tem como objetivo zelar pelo conceito da Cirurgia Plástica, contribuir para o seu progresso, promover o aperfeiçoamento dos conhecimentos especializados e incentivar a formação de seus cirurgiões. Fundada em 1948, em São Paulo, com o objetivo de promover e aprimorar o estudo da cirurgia plástica no Brasil, a SBCP é composta, atualmente, por aproximadamente quatro mil cirurgiões plásticos. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tem sua sede nacional em São Paulo e regionais em 16 capitais do país.

A partir de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Instituto de Pesquisa Datafolha foi realizada uma pesquisa a fim de se caracterizar os perfis do cirurgião plástico brasileiro e da cirurgia plástica no Brasil, orientando desta maneira, a população na escolha do seu cirurgião e na programação da cirurgia pretendida. Esta pesquisa teve caráter quantitativo, tendo sido realizada por meio de auto-preenchimento de um questionário enviado por meio eletrônico aos cirurgiões plásticos membros da SBCP. A margem de erro máxima para o total da amostra foi de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Para um médico ser considerado cirurgião plástico, é necessário, além dos 6 anos de graduação em medicina, 2 anos de cirurgia geral, em serviço reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), e mais 3 anos de residência em cirurgia plástica em serviços credenciados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e reconhecidos pela Associação Medica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM).

A presente pesquisa revela que a maioria dos cirurgiões plásticos é do sexo masculino (82%), estando na faixa etária entre 29 a 49 anos (68%), com média de idade de 45 anos.

Sexo:



Idade:



A maior parte dos cirurgiões plásticos brasileiros é residente na região sudeste (60%), estando estes concentrados, principalmente, no estado de São Paulo (36%). Atualmente, na cidade de São Paulo existe cerca de 700 cirurgiões plásticos.



Conhecido como um dos países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, o Brasil registrou 1252 cirurgias estéticas por dia entre setembro de 2007 a agosto de 2008. Ou seja, foram 547 mil cirurgias deste tipo no período. Somadas aos procedimentos reparadores, normalmente feitos em pacientes com uma grave doença ou vítima de violência, o número de cirurgias foi 629 mil (procedimentos estes, executados por profissionais membros da SBCP).

Os cirurgiões entrevistados, na presente pesquisa, afirmaram que do total de cirurgias por eles realizadas, 73% foram de caráter estético e 27% reparador, sendo a maior parte das mesmas, tendo sido executada em hospitais particulares (58%), enquanto que, apenas 14% foram realizadas em hospitais públicos.

Distribuição por hospital:



Além dos procedimentos cirúrgicos, que representam 86% da atividade dos cirurgiões plásticos, estes realizaram ainda inúmeros procedimentos não cirúrgicos (14%), sendo os mais executados: preenchimentos (92%), toxina botulínica (91%), peeling (53%) e laser (24%).

Procedimentos não-cirúrgios:



Em relação às cirurgias estéticas, as mais realizadas foram: prótese de mama (21%), lipoaspiração (20%) e plástica de abdome (15%). Em seguida vieram a redução de mama (12%) e as plásticas de pálpebras (9%), nariz (7%) e face (7%).

Procedimentos cirúrgios estéticos:



Quanto às cirurgias reparadoras 43% correspondem a retirada de tumores cutâneos, 13% ao reparo de traumas urbanos, 12% a correção de malformações congênitas, 12% a intervenções em queimados, 7% a reparação de acidentes domésticos e 3% as reconstruções de mama.

Procedimentos cirúrgicos reparadores:



A grande maioria das intervenções cirúrgicas foi efetuada em pessoas de nacionalidade brasileira (95%), sendo apenas 3% estrangeiros não residentes no Brasil e 2% estrangeiros com domicílio no território nacional. Há cinco anos, o percentual de estrangeiros operados no Brasil não passava de 1%. A maioria dos estrangeiros operados é de origem norte americana, canadense, francesa, libanesa e latino-americana.

Tanto os procedimentos cirúrgicos estéticos quanto os reparadores foram realizados predominantemente em mulheres, porém a participação do sexo feminino em intervenções estéticas (88%) foi mais forte que em reparadoras (59%).

Sete de cada dez cirurgias plásticas são realizadas em pacientes da cor ou raça branca (70%). Somente 20% em pessoas pardas, 7% em negras e 3% em amarelas. Menções a indígenas não atingiram 1%.

A maior parte das cirurgias estéticas foi realizada em pessoas localizadas na faixa etária entre 19 a 50 anos (72%), mais especificamente.

Cirurgia / faixa etária:



Comparando o número de cirurgias plásticas realizadas entre os anos de 2006 e 2007 com o presente momento, 54% dos profissionais afirmam que a quantidades de cirurgias plásticas estéticas e reparadoras realizadas aumentou, 24% que se manteve inalterado e 21% que diminuiu.

A procura pelos tratamentos com finalidades estéticas tem crescido de uma forma vertiginosa nos últimos tempos. Há alguns anos, havia uma identidade ou uma relação direta, com a especialidade de cirurgia plástica, quando o tratamento requeria um procedimento cirúrgico, entretanto, na atualidade, há uma concorrência desenfreada pela busca de espaço no mercado de trabalho, uma vez que este segmento representa uma atividade exclusivamente de caráter privado. Algumas especialidades são tão específicas que só deveriam ter profissionais capacitados atuando, no entanto, legislação brasileira permite que o médico exerça qualquer especialidade, mesmo que não tenha título de especialista na área.

O sucesso de uma cirurgia plástica depende em muito da escolha do profissional. É muito importante que o paciente, ao programar uma cirurgia plástica, procure profissionais bem formados, membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e que tenham seu trabalho referenciado por outros pacientes. Dados fornecidos pela SBCP mostram que 90% dos problemas ocorridos na especialidade são provocados por profissionais que não são da área.

A cirurgia plástica tem como objetivo proporcionar a correção dos mais variados tipos de deformidades, resgatando a auto-estima dos pacientes e promovendo a reintegração do indivíduo ao seu grupo social. A cirurgia plástica é uma especialidade que requer, além de refinamento técnico, um grande conhecimento da subjetividade humana, um apreço pelo processo de criatividade e uma valorização do equilíbrio.

“A cirurgia plástica deve ser realizada pelo cirurgião plástico”

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